quinta-feira, 19 de abril de 2012

Crônica

Crônica é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou cientificos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. 

Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.

Características
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor.

O novo acordo ortográfico

O novo acordo ortográfico do Brasil e de mais sete países que têm o português como língua oficial está em vigor desde janeiro. Até 2012, estaremos numa fase de transição, ou seja, as duas formas (a antiga e a prevista no acordo) serão aceitas em provas, vestibulares e concursos públicos. No entanto, a partir deste ano, fora essas exceções, você terá de escrever, sim, seguindo tais regras. Jornais, revistas, mídia em geral e documentos oficiais também devem se adequar ao novo formato.
Com o novo acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras - eram 23. As letras K, W e Y foram incluídas oficialmente.


Trema:O sinal gráfico de dois pontos usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada, será abolido.
Palavras como tranqüilo, cinqüenta e lingüiça não serão mais escritas com o sinal de antes. Nesses casos, o correto é: tranquilo, cinquenta e linguiça. Porém, é importante lembrar que a pronúncia continua a mesma.
Exceção: o trema é mantido em nomes próprios.


COMO ERA - agüentar
COMO FICA - aguentar


COMO ERA - freqüente 
COMO FICA - frequente


COMO ERA - sagüi
COMO FICA - sagui
Acento Agudo:As palavras paroxítonas com ditongos abertos (encontro de duas vogais em uma mesma sílaba) não levam mais acento. Palavras como assembleia, paranoia, heroico, ideia, joia, jiboia não são mais acentuadas.
Exceção: as oxítonas e os monossílabos terminados em ditongos (como éi, eu e oi) continuam com o acento. Exemplo: herói(s), ilhéu(s), chapéu(s), anéis, dói, céu, já, pés. 


COMO ERA - assembléia
COMO FICA - assembleia


COMO ERA - heróico
COMO FICA - heroico


COMO ERA - idéia
COMO FICA - ideia


COMO ERA - jibóia
COMO FICA - jiboia


-As paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) também não são mais acentuadas.


COMO ERA - baiúca
COMO FICA - baiuca


COMO ERA - boiúna 
COMO FICA - boiuna


COMO ERA - feiúra
COMO FICA - feiura


- A letra u não é mais acentuada nas sílabas que, qui, gue e gui. Palavras como argui, averigue, redarguem, enxague não levam mais o acento.


COMO ERA - argúem
COMO FICA - arguem


COMO ERA - averigúem
COMO FICA - averiguem


COMO ERA - apazigúem
COMO FICA - apaziguem

Acento CircunflexoO acento circunflexo não é mais usado nas palavras terminadas com o hiato oo, como enjoo, voo, magoo, coo e abençoo. Da mesma forma, deixa de ser usado o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: leem, veem, creem e deem.


COMO ERA - perdôo 
COMO FICA - perdoo


COMO ERA - enjôo
COMO FICA - enjoo


COMO ERA - vôo 
COMO FICA - voo


COMO ERA - abençôo 
COMO FICA - abençoo

Hífen : - O hífen deixa de ser usado em alguns casos. Quando a primeira palavra terminar com uma vogal e a segunda se inicia também com uma vogal, porém diferente da que termina a anterior o hífen não será mais usado. Exemplos: Extra-oficial passa a ser extraoficial. / Auto-escola passa a ser autoescola; / Semi-árido passa a ser semiárido


COMO ERA - Extra-oficial
COMO FICA - extraoficial


COMO ERA - Auto-escola
COMO FICA - autoescola


COMO ERA - Semi-árido
COMO FICA - semiárido


- O mesmo acontece quando a segunda parte da palavra começar por r ou s. Letras essas que deverão ser dobradas para a correta grafia. 


COMO ERA - anti-religioso
COMO FICA - antirreligioso


COMO ERA - contra-regra 
COMO FICA - contrarregra


COMO ERA - anti-social 
COMO FICA - antissocial


- Atenção! O hífen passa a ser usado nas palavras em que uma mesma vogal é usada para terminar a primeira palavra e iniciar a segunda. 


Exceção: caso o prefixo da primeira palavra for co e a segunda parte da palavra composta começar com a vogal o, aí não se usa hífen, como coordenar e cooperar. 


COMO ERA - reescrever
COMO FICA - re-escrever


COMO ERA - reeditar
COMO FICA - re-editar

Gêneros Textuais


GÊNEROS TEXTUAIS são os modos como se materializam os textos, ou seja, a “forma” como os textos aparecem na sociedade, circulando por aí. Os gêneros são incontáveis, há milhares e milhares deles. Eles podem se agrupar de várias formas. Uma delas é a divisão dos gêneros nas tipologias ou tipos (ou ainda sequências) textuais, ou seja, quanto ao modo de organizar linguisticamente o texto.
Os TIPOS TEXTUAIS são restritos, basicamente são: tipo narrativo, descritivo, prescritivo/injuntivo, expositivo/informativo, argumentativo.
Temos, portanto:
Gêneros do tipo “narrar/relatar” (narrativos): fábula, conto, crônica, novela, romance, anedota, piada, carta, notícia etc.
Gêneros do tipo “prescrever” (prescritivos/injuntivos): receita (médica ou culinária), manual, roteiros, regras, leis etc.
Gêneros do tipo “expor” (expositivos/ informativos): verbete, artigo científico, matéria jornalística (pode-se argumentar também na matéria) etc.
Gêneros do tipo “argumentar” (argumentativos): artigo de opinião, carta do leitor, carta de reclamação, carta de motivação, dissertação, tese etc.
Quanto à tipologia “descrever”, essa geralmente vem acompanhando o “narrar” e portanto surge em textos do grupo do narrativo.
Além de separar os gêneros dentro do tipo ou sequência textual que usam (se são narrativos, argumentativos), podemos separá-los em ORAIS ou ESCRITOS, SIMPLES (textos do cotidiano, como conversa, bilhete, carta) ou COMPLEXOS (textos científicos, literários). Podemos separá-los ainda de acordo com o DOMÍNIO DISCURSIVO, que é onde, em qual campo, costumam aparecer: gêneros jornalísticos (notícia, artigo, editorial), publicitários (anúncio publicitário, comercial), literários (conto, poema, romance), científicos (artigo científico, resenha, tese, dissertação)
Com essa distinção é interessante perceber que não se pode classificar pura e simplesmente um texto de “narrativo”, uma vez que a narrativa pode se apresentar em gêneros diversos, além de se misturar à descrição, por exemplo, em um conto de mistério, no qual a descrição do espaço caminha junto ao narrar dos fatos.
Vale lembrar que a classificação acima segue o predomínio do tipo ou sequência textual presente no gênero, o que não quer dizer que apenas se “argumenta” em um artigo de opinião, por exemplo.
Essas classificações variam bastante. Porém, o importante é saber que elas existem e considerá-las ao ler e escrever textos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Semântica

É o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavrasfrasessinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação.
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programaçãológica formal, e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.

Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração:
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, remoto.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos:
As homônimas podem ser:                                                                                                     
  Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);
  Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);
  Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);
  Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.
  Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
  Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São (Presente do verbo ser) - São (santo)

domingo, 15 de abril de 2012

Funções da Linguagem

Funções da linguagem são recursos de ênfase que atuam segundo a intenção do produtor da mensagem, cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. Um texto pode apresentar mais de uma função enfatizado



Função emotiva ou expressiva

Esta função ocorre quando se destaca o emissor. A mensagem centra-se nas opiniões, sentimentos e emoções do emissor, sendo um texto completamente subjetivo e pessoal. A ideia de destaque do locutor dá-se pelo emprego da 1ª pessoa do singular, tanto das formas verbais, quanto dos pronomes. A presença de interjeições, pontuação com reticências e pontos de exclamação também evidenciam a função emotiva ou expressiva da linguagem. Os textos que expressam o estado de alma do locutor, ou seja, que exemplificam melhor essa função, são os textos líricos, as autobiografias, as memórias, a poesia lírica e as cartas de amor. Essa é a função emotiva.
Por exemplo:
"É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!"


Função referencial ou denotativa

A mensagem é centrada no referente,referencial, no assunto (contexto relacionado a emissor e receptor). O emissor procura fornecer informações da realidade, sem a opinião pessoal, de forma objetiva, direta, denotativa. A ênfase é dada ao conteúdo, ou seja, às informações. Geralmente, usa-se a 3ª pessoa do singular. Os textos que servem como exemplo dessa função de linguagem são os jornalísticos, os científicos e outros de cunho apenas informativo. A função referencial também é conhecida como cognitiva ou denotativa.
Características
  • neutralidade do emissor;
  • objetividade e precisão;
  • conteúdo informacional;
  • uso da 3ª pessoa do singular (ele/ela).
Exemplo:"Nos vertebrados, esta resposta inclui uma série de alterações bioquímicas, fisiológicas e imunológicas coletivamente denominadas inflamação." Descrição da inflamação em um artigo científico.

Função apelativa ou conativa

A mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo, ou chamar sua atenção. Geralmente, usa-se a 2ª pessoa do discurso (tu/você; vós/vocês), vocativos e formas verbais ou expressões no imperativo. Como essa função é a mais persuasiva de todas, aparece comumente nos textos publicitários, nos discursos políticos, horóscopos e textos de auto-ajuda. Como a mensagem centra-se no outro, ou seja, no interlocutor, há um uso explícito de argumentos que fazem parte do universo do mesmo.
Exemplo:"Fique antenado com seu tempo..."

Função fática ou de contato

O canal é posto em destaque, ou seja, o canal que dá suporte à mensagem. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal, isto é, verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contato estabelecido, de forma a prolongá-lo. Os cacoetes de linguagem como alôné?certo?afinal?ahã,hum, "ei", etc, são um exemplo bem comum para se evidenciar o "contato entre emissor e receptor".

Função poética

É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em "como dizer" do que com "o que dizer". O foco recai sobre o trabalho e a construção da mensagem. A mensagem é posta em destaque, chamando a atenção para o modo como foi organizada. Há um interesse pela mensagem através do arranjo e da estética, valorizando as palavras e suas combinações. Essa função aparece comumente em textos publicitários, provérbios, músicas, ditos populares e linguagem cotidiana. Nessa função pode-se observar o intensivo uso de figuras de linguagem, e também pode-se observar que há uma grande quantidade de palavras que acabam com a letra "s"...como o Neologismo , quando se faz necessária a criação de uma nova palavra para exprimir o sentido e alcançar o efeito desejado. Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando combinações sonoras e rítmicas, jogos de imagem ou de idéias, temos a manifestação da função poética da linguagem. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético. É explorada na poesia e em textos publicitários.
Características
  • subjetividade;
  • figuras de linguagem;
  • brincadeiras com o código.

Função Metalinguística

Caracterizada pela preocupação com o código. Pode ser definida como a linguagem que fala da própria linguagem, ou seja, descreve o ato de falar ou escrever. A linguagem (o código) torna-se objeto de análise do próprio texto. Os dicionários e as gramáticas são repositórios de metalinguagem.
Exemplos:
“Lutar com palavras é a luta mais vã. Entretanto lutamos mal rompe a manhã. São muitas, eu pouco. Algumas, tão fortes como o javali. Não me julgo louco. Se o fosse, teria poder de encantá-las. Mas lúcido e frio, apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Deixam-se enlaçar, tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que as traga de novo ao centro da praça.” Carlos Drummond de Andrade

Variações Linguística


Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.

1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que nalíngua escrita ;
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo;
3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias

Variações regionais: os sotaques


Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa , que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste  do Brasil:
Antigamente
"Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio."

Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval.

 

Língua e status

Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para perceber que há preconceito em relação a elas.


Elementos da Comunicação

1- Emissor: o que emite a mensagem


2- Receptor: Indivíduo ou grupo que decodifica (recebe) a mensagem.


3- Mensagem: O próprio texto transmitido pelo Emissor e recebido pelo Receptor.


4- Canal: É o meio fisico por onde circula a mensagem entre o emissor e o receptor


5- Referente: Conteúdo da mensagem, objeto ou situação a que a mensagem se refere, contexto relacionado a emissor e receptor .


6- Código: Conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem, normalmente uma língua natural.


7- Contexto: A que a mensagem se refere. O contexto é o conteúdo,o assunto da mensagem..



processo de Comunicação, ocorre quando o emissor (ou codificador) emite umamensagem (ou sinal) ao receptor (ou decodificador), através de uma chamada exemplo telefone . O receptor interpretará a mensagem que pode ter chegado até ele com algum tipo de barreira (ruídobloqueio, filtragem) e, a partir daí, dará o feedback ou resposta, completando o processo de comunicação.

Símbolos, ícones e índices


Os símbolos são signos muito mais complexos. Imagina-se que eles só tenham surgido numa fase mais avançada da civilização humana. Os símbolos não guardam qualquer relação de semelhança ou de contiguidade com a coisa representada. A relação é puramente cultural e arbitrária. Para compreender um símbolo, é necessário aprender o que ele significa. Exemplos de símbolos são os logótipos de marcas, os símbolos próprios da matemática entre outros.

Os ícones são signos que guardam uma relação de semelhança com a coisa representada. São o tipo de signo mais fácil de ser reconhecido. Não é necessário qualquer tipo de treino especial para identificar uma fotografia de um gato. Basta ter já visto um gato. Exemplos de ícones são fotografias, desenhos, representações figuradas, estátuas, filmes, imagens.



Os índices, talvez os primeiros signos utilizados pelo homem, têm uma relação com contiguidade com a coisa representada. Como pela experiência vemos um e outro juntos, passamos a estabelecer uma associação de uma coisa a outra. Por exemplo, nuvens negras indicam chuva, marcas de pneus no chão indiciam uma travagem rápida.




Linguagem Não Verbal


O que é linguagem? É o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas. Agora, a linguagem não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas, mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita, não é verdade?


Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar o verbo? Se não, tente, e verá que é impossível se ter algo fundamentado e coerente! Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de palavras quando se fala ou quando se escreve.


A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal, não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou seja, dos signos visuais.


Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado, um bilhete? Linguagem verbal!


Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação de “feminino” e “masculino” através de figuras na porta do banheiro, as placas de trânsito? Linguagem não verbal!


A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e anúncios publicitários.


Observe alguns exemplos:
Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.




Charge do autor Tacho – exemplo de linguagem verbal (óxente, polo norte 2100) e não verbal (imagem: sol, cactus, pinguim).


Placas de trânsito – à frente “proibido andar de bicicleta”, atrás “quebra-molas”.

Linguagem Verbal


linguagem verbal é a linguagem realizada com sinais verbais. Ela divide-se em dois tipos: sonora (língua falada) e visual (língua escrita).
É a linguagem que usa a língua-mãe (seja ela qual for - português, inglês, italiano ...)
Linguagem verbal escrita é a linguagem que usamos quando queremos escrever alguma coisa. Quando realizamos uma redação, estamos utilizando a linguagem escrita.
A linguagem verbal está presente em todos os lugares que vamos, quando conversamos com outra pessoa ao vivo usamos a comunicação verbal, quando falamos pela internet, ou seja, escrevendo, também utilizamos este tipo de comunicação. Outros contextos em que esta aparece são, por exemplo, em jornais, revistas, livros, filmes, legendas dos próprios filmes, e tudo mais que utiliza a fala ou a escrita.

Gramática

Gramática é o conjunto de regras individuais usadas para um determinado uso de uma língua, não necessariamente o que se entende por seu uso "correto". É ramo da Linguística que tem por objetivo estudar a forma, a composição e todas as questões adicionais de uma determinada Língua. A partir deste conceito, pode-se definir que cada língua tem sua própria gramática, mas nem toda língua tem sua própria linguística. A linguística é única para todas as línguas existentes, já a gramática é unica para cada língua.



Numa expressão simples, porém extremamente elegante e geral, "Gramática", como alguém já disse, "é a arte de colocar as palavras certas nos lugares certos".
Gramática, portanto, numa abordagem generalista, não se vincula a esta ou àquela língua em especial, senão a todas. Contém o germe estrutural, por assim dizer, de todas, realizando a conexão essencial subjacente à relação de cada uma com as demais.
  • Para o estudo de gramáticas particulares de cada língua, vejam-se os artigos correspondentes a cada língua em particular.
Os diversos enfoques da gramática (normativa, histórica, comparativa, funcional e descritiva) estudam a morfologia e a sintaxe que tratam, somente, dos aspectos estruturais, constituindo, assim, uma parte da linguística que se distingue da fonologia e da semântica (que seriam estudos independentes), conquanto estas duas possam compreender-se, também, dentro do escopo amplo da gramática.
Dentre os diversos tipos de gramáticas (ver abaixo), a chamada gramática normativa é a mais conhecida pela população e é estudada durante o período escolar. É elaborada, em geral, pelas Academias de Letras de cada país, nem sempre em conformidade com o uso corrente da população, mesmo em amostragens da porção tida por "mais culta".
Cabe notar, ainda, que nem toda gramática trata da língua escrita. Como exemplo, cite-se o caso da Gramática do Português Falad , em realidade cultural-linguística brasileira, coleção publicada pela editora da Universidade de Campinas.

As primeiras gramáticas sistemáticas se originaram na Idade do Ferro na Índia, com Yaska (VI a.C.), Pāṇini (IV a.C.) e seus comentadores Pingala (200 a.C.), Katyayana, e Patandjáli (II a.C). No Ocidente, a gramática surgiu como uma disciplina do helenismo a partir de III. a.C. com autores como Rhyanus e Aristarco de Samotrácia, a mais antiga obra existente sendo a Arte da Gramática ( Τέχνη Γραμματική), atribuído a Dionísio, o Trácio (100 a.C.). A gramática latina foi desenvolvida seguindo modelos gregos do século I a.C., devido ao trabalho de autores como Orbilius PupillusRemmius PalaemonMarcus Valerius ProbusMarcus Verrius Flaccus e Aemilius Asper.
Contudo, aceita-se que o estudo formal da gramática tenha iniciado com os gregos, a partir de uma perspectiva filosófica — como, aliás, era do feitio grego no apreciarem as diversas questões do conhecimento e da natureza— , descobrindo, assim, a estrutura da língua.
Com o advento do Império Romano, em sua dominação dos demais povos, os romanos receberam essa tradição dos gregos, e traduziram do latim os nomes das partes da oração e dos acidentes gramaticais. Muitas destas denominações chegaram aos nossos dias. A partir doséculo XIX, surgiu a gramática comparativa, como enfoque dominante da Linguística.
Dionísio, o Trácio, gramático grego, escreveu a "Arte da Gramática", obra que serviu de base para as gramáticas grega, latina e de outras línguas europeias até o Renascimento.
A primeira gramática portuguesa escrita, de que há notícia, data do século XVI, publicada em Lisboa, em 1536, por ordem de D. Fernando de Almada. Foi seu autor Fernão de Oliveira, presbítero secular e professor de retórica emCoimbra. Apenas decorridos quatro anos surge a seguinte que se deve ao mestre João de Barros, seu autor, editada igualmente em Lisboa em 1540.

Literatura de Catequese






Resumo informativo:

Paralelamente à literatura de informação, acontecia no Brasil a literatura dos jesuítas. Os jesuítas chegaram ao Brasil junto com os primeiros colonizadores e sua missão, conseqüente da Contra-Reforma, era catequizar os indígenas. Esteticamente, a literatura dos jesuítas foi a melhor produção literária feita no Brasil na primeira fase do Brasil - colônia.

A LITERATURA DOS JESUÍTAS 

A título de catequizar o "gentio” e, mais tarde, a serviço da Contra-Reforma Católica, os jesuítas logo cedo se fizeram presentes em terras brasileiras. Marcaram essa presença não só pelo trabalho de aculturação indígena, mas também através da produção literária, constituída de poesias de fundamentação religiosa, intelectualmente despojadas, simples no vocabulário fácil e ingênuo.
Também através do teatro, catequizador e por isso mesmo pedagógico, os jesuítas realizaram seu trabalho. As peças, escritas em medida velha, mesclam dogmas católicos com usos indígenas para que, gradativamente, verdades cristãs fossem sendo inseridas e assimiladas pelos índios. O autor mais importante dessa atividade é o Padre José de Anchieta. Além de autor dramático, foi também poeta e pesquisador da cultura indígena, chegando a escrever um dicionário da língua tupi-guarani.
Em suas peças, Anchieta explorava o tema religioso, quase sempre opondo os demônios indígenas, que colocavam as aldeias em perigo, aos santos católicos, que vinham salvá-las. Vejamos um trecho de uma de suas peças mais conhecidas, o Autor de São Lourenço.
Durante o século XVI a literatura portuguesa se espelhava nos clássicos: Virgílio, Homero; no Brasil não haviam sequer muitas pessoas que soubessem ler. A maioria das obras escritas no Brasil na época não foi feita por brasileiros, mas sobre o Brasil por visitantes. Elas são chamadas Literatura de Informação. Apenas dois autores da época podem ser considerados autores brasileiros: Bento Teixeira, o primeiro poeta do Brasil, e José de Anchieta, iniciador do teatro brasileiro.

CARACTERÍSTICAS DE CATEQUESE

Os jesuítas, nesse período de catequização dos índios cultivaram:

- a poesia didática - que tinha o objetivo de dar exemplos moralizantes aos indígenas;

- a poesia sem finalidade catequizadora - relacionada a necessidade de individual de expressão;

- o teatro pedagógico - baseado em textos extraídos da Bíblia; e as cartas de informação - relatavam, aos líderes da Igreja Católica Portuguesa, como iam os trabalhos de catequese no Brasil.

PRINCIPAIS OBRAS E AUTORES

Os representantes mais importantes da Literatura Jesuítica foram os padres José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e Fernão Cardim.
Diálogo sobre a conversão dos gentios (Padre Manuel da Nóbrega)
Narrativa Epistolar (Padre Fernão Cardim)
História da custódia do Brasil (Frei Vicente do Salvador)
Anchieta: Auto da Pregação Universal; Auto da festa de São Lourenço; Na visitação de Santa Isabel; De gentis Mendis de Saa; De Beata Virgine dei Matre Maria.