domingo, 4 de novembro de 2012
Situação dos Guaranis e Kayowá
Ocorreu na manhã de quarta-feira, 31 de outubro, em Brasília, a primeira de uma série de marchas e atos públicos agendados pelo país afora para as próximas duas semanas em protesto contra o genocídio de índios Guarani-Kayowá no Mato Grosso do Sul.
O ato de Brasília contou com a participação de cerca de 500 pessoas, em sua maioria estudantes universitários. Participaram também representantes de diferentes etnias indígenas em solidariedade aos Guarani-Kayowá.
Depois de se concentrar na praça do Museu Nacional, onde os estudantes confeccionavam cartazes e agitavam palavras de ordem, o protesto seguiu pela esplanada dos ministérios.
A frente da manifestação ia uma faixa com os dizeres: “Defender os Guarani-Kayowá – Morte ao latifúndio!“.
O protesto seguiu até o Supremo Tribunal Federal onde foi queimado um boneco que simbolizava o ministro do STF, Gilmar Mendes, responsável, em 2009, pela revogação de um decreto presidencial que teria aprovado a demarcação das terras reivindicadas até hoje pelos indígenas no MS. Depois de manifestarem ali seu repúdio à postura do judiciário diante do caso, os manifestantes seguiram em direção ao Palácio do Planalto, onde se realizou uma performance teatral sobre o tema da resistência indígena.
O ato foi encerrado no Ministério da Justiça (ao qual se subordina a FUNAI) onde foi feita a tentativa de se entregar ao ministro uma lista de assinaturas que exigia, entre outras reivindicações relacionadas, a imediata demarcação das terras indígenas no MS.
O ato que marcou a primeira manifestação pública a favor do povo Guarani-Kaiowá nas ruas da capital federal começou a ser organizado por um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).
Depois de inúmeros ataques violentos aos povos indígenas do município de Iguatemi, Mato Grosso do Sul, a comunidade índigena Guarani-Kaowá reuniu-se e redigiu uma nota, em que pedia apoio ao governo brasileiro e à comunidade internacional, informando que resistiria até a morte. Assassinatos de caciques das tribos e a presença de pistoleiros fizeram os Guaranis-Kaiowá adotarem uma postura mais drástica.
Ontem (30), o governo federal anunciou a suspensão da liminar que determinava a retirada dos índios da etnia Guarani-Kaiowá da Fazenda Cambará, no Mato Grosso do Sul. Com a decisão da justiça, cerca de 170 índios que vivem no acampamento atualmente devem permanecer no local até que a demarcação de suas terras seja definida. Representantes do governo ainda garantiram que vão agilizar o processo de estudos para demarcação da terra indígena. De acordo com o Ministério da Justiça, a Fundação Nacional do Índio (Funai) vai apresentar, em 30 dias, o relatório final com a delimitação da área reivindicada pelos índios.
Pauta de reivindicações apresentada no panfleto de divulgação da marcha:
- Expansão, demarcação e homologação das terras indígenas dos Guarany-Kayowá no MS;
- Desocupação, por parte dos fazendeiros, das terras dos Guarany-Kayowá por eles ocupadas ilegalmente no MS por meio de fraudes, intimidações e violência;
- Expansão, demarcação e homologação das demais terras indígenas que aguardam decisão em diferentes regiões do território nacional;
- Punição exemplar aos fazendeiros contratantes e agenciadores de milícias (sejam como bando de pistoleiros ou como “empresas de segurança”), identificados como executores e/ou mandantes das torturas, estupros, assassinatos e desaparecimentos de lideranças indígenas na região de litígio das terras dos Guarany-Kayowá;
- Revogação do decreto 7056, revisão da PEC 215 e da portaria 303 da AGU, atualmente em tramitação;
- Esclarecimento público do ministro Gilmar Mendes acerca do seu deferimento (quando era então presidente do STF) à liminar de dezembro de 2009 que revogou o decreto presidencial que declarava a área de posse dos Guarany-Kayowá;
- Revogação do novo Código Florestal brasileiro;
- Imediata abertura de auditoria e de audiências públicas sobre o processo de demarcação de terras indígenas, tanto no MS quanto em outras áreas de conflito no país;
- Manifestação pública em rede nacional da presidência da FUNAI acerca da omissão e descaso do órgão com relação às agressões sofridas a anos pelo povo Guarany-Kayowá na região do centro-sul do MS.
Discurso direto, discurso indireto e indireto livre
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
Xingu
Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.
Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.
Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de riospercorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico ereserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.
Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglêsPercy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.
Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formação brasileiro.
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