domingo, 4 de novembro de 2012
Situação dos Guaranis e Kayowá
Ocorreu na manhã de quarta-feira, 31 de outubro, em Brasília, a primeira de uma série de marchas e atos públicos agendados pelo país afora para as próximas duas semanas em protesto contra o genocídio de índios Guarani-Kayowá no Mato Grosso do Sul.
O ato de Brasília contou com a participação de cerca de 500 pessoas, em sua maioria estudantes universitários. Participaram também representantes de diferentes etnias indígenas em solidariedade aos Guarani-Kayowá.
Depois de se concentrar na praça do Museu Nacional, onde os estudantes confeccionavam cartazes e agitavam palavras de ordem, o protesto seguiu pela esplanada dos ministérios.
A frente da manifestação ia uma faixa com os dizeres: “Defender os Guarani-Kayowá – Morte ao latifúndio!“.
O protesto seguiu até o Supremo Tribunal Federal onde foi queimado um boneco que simbolizava o ministro do STF, Gilmar Mendes, responsável, em 2009, pela revogação de um decreto presidencial que teria aprovado a demarcação das terras reivindicadas até hoje pelos indígenas no MS. Depois de manifestarem ali seu repúdio à postura do judiciário diante do caso, os manifestantes seguiram em direção ao Palácio do Planalto, onde se realizou uma performance teatral sobre o tema da resistência indígena.
O ato foi encerrado no Ministério da Justiça (ao qual se subordina a FUNAI) onde foi feita a tentativa de se entregar ao ministro uma lista de assinaturas que exigia, entre outras reivindicações relacionadas, a imediata demarcação das terras indígenas no MS.
O ato que marcou a primeira manifestação pública a favor do povo Guarani-Kaiowá nas ruas da capital federal começou a ser organizado por um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).
Depois de inúmeros ataques violentos aos povos indígenas do município de Iguatemi, Mato Grosso do Sul, a comunidade índigena Guarani-Kaowá reuniu-se e redigiu uma nota, em que pedia apoio ao governo brasileiro e à comunidade internacional, informando que resistiria até a morte. Assassinatos de caciques das tribos e a presença de pistoleiros fizeram os Guaranis-Kaiowá adotarem uma postura mais drástica.
Ontem (30), o governo federal anunciou a suspensão da liminar que determinava a retirada dos índios da etnia Guarani-Kaiowá da Fazenda Cambará, no Mato Grosso do Sul. Com a decisão da justiça, cerca de 170 índios que vivem no acampamento atualmente devem permanecer no local até que a demarcação de suas terras seja definida. Representantes do governo ainda garantiram que vão agilizar o processo de estudos para demarcação da terra indígena. De acordo com o Ministério da Justiça, a Fundação Nacional do Índio (Funai) vai apresentar, em 30 dias, o relatório final com a delimitação da área reivindicada pelos índios.
Pauta de reivindicações apresentada no panfleto de divulgação da marcha:
- Expansão, demarcação e homologação das terras indígenas dos Guarany-Kayowá no MS;
- Desocupação, por parte dos fazendeiros, das terras dos Guarany-Kayowá por eles ocupadas ilegalmente no MS por meio de fraudes, intimidações e violência;
- Expansão, demarcação e homologação das demais terras indígenas que aguardam decisão em diferentes regiões do território nacional;
- Punição exemplar aos fazendeiros contratantes e agenciadores de milícias (sejam como bando de pistoleiros ou como “empresas de segurança”), identificados como executores e/ou mandantes das torturas, estupros, assassinatos e desaparecimentos de lideranças indígenas na região de litígio das terras dos Guarany-Kayowá;
- Revogação do decreto 7056, revisão da PEC 215 e da portaria 303 da AGU, atualmente em tramitação;
- Esclarecimento público do ministro Gilmar Mendes acerca do seu deferimento (quando era então presidente do STF) à liminar de dezembro de 2009 que revogou o decreto presidencial que declarava a área de posse dos Guarany-Kayowá;
- Revogação do novo Código Florestal brasileiro;
- Imediata abertura de auditoria e de audiências públicas sobre o processo de demarcação de terras indígenas, tanto no MS quanto em outras áreas de conflito no país;
- Manifestação pública em rede nacional da presidência da FUNAI acerca da omissão e descaso do órgão com relação às agressões sofridas a anos pelo povo Guarany-Kayowá na região do centro-sul do MS.
Discurso direto, discurso indireto e indireto livre
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
Xingu
Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.
Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.
Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de riospercorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico ereserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.
Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglêsPercy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.
Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formação brasileiro.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Derivações
Derivação prefixal : Prefixo + Palavra Primitiva
- Ocorre derivação prefixal quando a palavra nova é obtida pelo acrescimo do prefixo, como em:
- a + pôr = apor
- semi + círculo = semicírculo
- tri + ângulo = triângulo
- contra + pôr = contrapor
- ex + pôr = expor
- im + pôr = impor
- per + correr = percorrer
- Derivação sufixal
- Palavra Primitiva + Sufixo
- Ocorre derivação sufixal quando a palavra nova é obtida pelo acrescimo do sufixo como em:
- casa + arão = casarão
- chuva + oso = chuvoso
- espaço + oso = espaçoso
- casa + inha = casinha
- casa + eiro = caseiro
- Derivação parassintética
- Prefixo + Palavra Primitiva + Sufixo
- Nela ocorre, ao mesmo tempo um prefixo e um sufixo, que se juntaram ao radical como em:
- a + funil + ar = afunilar
- en + gaiola + ar = engaiolar
- a + manh(ã) + ecer = amanhecer
(É interessante observarmos que as derivações sempre serão dependentes pois, ao retermos uma das derivações a palavra fica sem sentido, e será caracterizada por Derivação Parassintética. Escreva "acorrentado" e tire a derivação prefixal ou a sufixal, perderá o sentido, ou seja Derivação Parassintética).
- Derivação regressiva
- Consiste na mudança de qualquer classe gramatical para um substantivo. A palavra primitiva reduz-se ao formar a palavra derivada
- Exemplos:
- abalar = abalo
- errar = erro
- cortar = corte
- debater = debate
- recuar = recuo
- Derivação imprópria
- Consiste na formação de substantivos formadores (do verbo é feito uma ação)
- Exemplos:
- beijar = beijo
- alcançar = alcance
- procurar = procura
- aterrar = aterro
- Derivação prefixal e sufixal
- É quando o prefixo e sufixo vêm simultaneamente na palavra primitiva, mas com uma relação de independência.
- Exemplos:
- Infelizmente= Infeliz + Felizmente
- Incompativelmente= Incompatível + Compativelmente
(Note que cada palavra é independente uma da outra, pode-se retirar uma das duas derivações que a palavra continua com sentido.)
- Para verificar se a derivação é parassintética ou prefixal e sufixal, elimine o sufixo ou o prefixo e veja se a forma que sobra constitui uma palavra existente na lingua.
ex:
-
- (em)palidecer - "palidecer" / forma inexistente / parassintética
-
- (in)felizmente - felizmente / forma existente / prefixal e sufixal
sábado, 8 de setembro de 2012
Poesias
O Meu Soneto
Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...
E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...
As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...
E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!..
Florbela Espanca
Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...
E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...
As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...
E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!..
Florbela Espanca
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
domingo, 26 de agosto de 2012
Verbetes
Verbete -> Na organização de uma enciclopédia, os verbetes dão os conceitos e as explicações.Geralmente um verbete em uma enciclopédia pode dar uma maior explicação, nota, organização e melhoramento no texto enciclopédico.
A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo o que lhe diz respeito. Por essa razão muitos poetas do arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos. Caracteriza-se ainda pelo recurso a esquemas rítmicos mais graciosos.
Desenvolvimento "insustentável" -> O desenvolvimento não capaz de suprir as necessidades da geração atual, comprometendo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que esgota os recursos para o futuro.
Educação -> Conjunto do que precisa ser aprendido para o desenvolvimento geral do corpo e do espirito; Ação de educar e ter bons modos.
Respeito -> Ato de respeitar, de tratar bem, de dar importância e valor; ato de obedecer.
Amigo -> que ou aquele que ama, que estima; pessoa que se liga a outra por laço de amizades.
O Uraguai
O Uraguai é um poema épico escrito por Basílio da Gama em 1769, conta de forma romanceada a história da disputa entre jesuítas, índios (liderados por Sepé Tiaraju) eeuropeus (espanhóis e portugueses) nos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul. O poema épico trata da expedição mista de portugueses e espanhóis contra asmissões jesuíticas do Rio Grande, para executar as cláusulas do Tratado de Madrid, em1756. Tinha também o intuito de descrever o conflito entre ordenamento racional da Europa e o primitivismo do índio. Esse poema é também um marco na literatura brasileira representando uma quebra com o modelo clássico do poema épico. O Uraguaié composto por apenas cinco cantos (ao invés dos dez cantos de Os Lusíadas) e apresenta 1377 versos brancos (sem rima) e nenhuma estrofação. Outra característica que diferencia O Uraguai dos outros poemas épicos é o fato de narrar um episódio histórico muito recente.
"Mas a caverna, e o imenso reino de Caco apareceu
"Mas a caverna, e o imenso reino de Caco apareceu
descoberto, e o sombrio inferno se abriu por completo"
Romanceiro da Inconfidência
Cecilia Meireles inovou, ao escrever seu Romanceiro da Inconfidência. Pegou de um tema abrangente, histórico, até certo ponto nacional, coisa que não tinha feito antes.
É com o Romanceiro da Inconfidência que ela passa a exprimir o drama da liberdade em sua luta contra os poderes tirânicos. Tudo indica que — aí sim — ela de fato deu corpo àquele "impulso de investigação temática" que lhe faltava, senão no plano da reflexão (= da filosofia), pelo menos no plano das emoções e dos mais altos sentimentos humanos.
É com o Romanceiro da Inconfidência que ela passa a exprimir o drama da liberdade em sua luta contra os poderes tirânicos. Tudo indica que — aí sim — ela de fato deu corpo àquele "impulso de investigação temática" que lhe faltava, senão no plano da reflexão (= da filosofia), pelo menos no plano das emoções e dos mais altos sentimentos humanos.
É verdade que uma investigação temática (= mergulho "reflexivo" no assunto) pressupõe igualmente um mergulho da alma na natureza dos fatos, e, portanto, uma reflexão sobre aquilo de que se está falando. Ora, Cecilia fez isso com a sensibilidade, com a comoção humana.
Trechos do livro:
Não posso mover meus passos
por esse atroz labirinto
de esquecimento e cegueira
em que amores e ódios vão:
(...)
No entanto, deve-se observar que, por ser uma autora moderna, Cecília não se prende totalmente a esse modelo. Vale-se, também, de versos mais curtos, de quatro sílabas, como em “Fala aos Inconfidentes Mortos”:
Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
(...)
por esse atroz labirinto
de esquecimento e cegueira
em que amores e ódios vão:
(...)
No entanto, deve-se observar que, por ser uma autora moderna, Cecília não se prende totalmente a esse modelo. Vale-se, também, de versos mais curtos, de quatro sílabas, como em “Fala aos Inconfidentes Mortos”:
Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
(...)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Bertolt Brecht
Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX.
Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o
teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das
apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.
Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. Sua praxis é uma síntese dos experimentos teatrais de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista.
Brecht nasceu no Estado Livre da Baviera, no extremo sul da Alemanha, estudou medicina e trabalhou como enfermeiro num hospital em Munique durante a Primeira Guerra Mundial.
Era filho de Berthold Brecht, diretor de uma fábrica de papel,
católico, exigente e autoritário, e de Sophie Brezing (em solteira),
protestante, que fez seu filho ser batizado nesta igreja.
Suas primeiras peças, Baal (1918/1926) e Tambores na Noite (Trommeln in der Nacht) (1918-1920), foram encenadas na vizinha Munique. Em sua participação no teatro Brecht conhece o diretor de teatro e cinema Erich Engel, com quem veio a trabalhar até o fim da sua vida.
Depois da primeira grande guerra mudou-se para Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, chamou-lhe a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Trabalha inicialmente com Erwin Piscator, famoso por suas cenas Piscator, como eram chamadas, cheias de projeções de filmes, cartazes, etc. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizada por Fritz Kortner e dirigida por Engel, tornou-se o seu primeiro sucesso.
O Nazismo afirmava-se como a força renovadora que iria reerguer o país, pretendendo reviver o Sacro Império Romano-Germânico. Mas, ao mesmo tempo, chegavam à Alemanha influências da recém formada União Soviética.
Com a eleição de Hitler, em 1933, Brecht exila-se primeiro na Áustria, depois Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz em 1954.
Seus textos e montagens o fizeram conhecido mundialmente. Brecht é
um dos escritores fundamentais
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar deste século: revolucionou a teoria e a prática da dramaturgia e da encenação, mudou completamente a função e o sentido social do teatro, usando-o como arma de consciencialização e politização.
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar deste século: revolucionou a teoria e a prática da dramaturgia e da encenação, mudou completamente a função e o sentido social do teatro, usando-o como arma de consciencialização e politização.
Teve três filhos com Helene Weigel: Stefan Brecht, Barbara Brecht-Schall e Hanne Hiob.
Poema
O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."
terça-feira, 10 de julho de 2012
Coerência e Coesão
Coerência e coesão textuais são dois conceitos importantes para uma melhor compreensão do texto e para a melhor escrita de trabalhos de redação de qualquer área.
A coesão trata basicamente das articulações gramaticais existentes entre as palavras, as orações e frases para garantir uma boa sequenciação de eventos. A coerência, por sua vez, aborda a relação lógica entre ideias, situações ou acontecimentos, apoiando-se, por vezes, em mecanismos formais, de natureza gramatical ou léxico lexical, e no conhecimento compartilhado entre os usuários da língua.
Pode-se dizer que o conceito de coerência está ligado ao conteúdo, ou seja, está no sentido constituído pelo leitor.
-Coesão - É a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro.
-Coerência - É a relação lógica entre as ideias, pois essas devem se complementar; é o resultado da não contradição entre as partes do texto, fazendo referência a termos e expressões anteriormente empregados. Resumindo, a coerência é o sentido do texto e a coesão é o sentido da frase.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Cooptação
ATO OU EFEITO DE COOPTAR:
agregar, associar.
Atrair (alguém) para seus objetivos.
Escolher ou unir-se a (alguém), como companheiro, parceiro ou cúmplice, para um empreendimento ou ação conjunta.
Exemplos de cooptação
agregar, associar.
Atrair (alguém) para seus objetivos.
Escolher ou unir-se a (alguém), como companheiro, parceiro ou cúmplice, para um empreendimento ou ação conjunta.
A cooptação é um sistema de organização pela qual uma associação qualquer de pessoas nomeia internamente os seus próprios membros, sem dependência de critérios externos.
Em termos muito gerais e teóricos, podem contrapor-se à cooptação, como sistemas de eleição de cargos e de participação em associações, os de eleição por parte de eleitores, os de status social atribuído (direito consuetudinário ou de casta), os de eleição por sorteio e os de adesão livre e direta por parte do interessado.
Exemplos de cooptação
- No Império Romano, durante a época dos Antoninos, os imperadores elegiam o sucessor em vida, legalizando a situação sem levar em conta o princípio hereditário, ado(p)tando o dito sucessor cooptado como filho.
- A Igreja Católica elege os que serão sacerdotes por cooptação, diferentemente, por exemplo, do hinduísmo, onde os sacerdotes não são eleitos, mas se verifica se pertencem a uma determinada casta por direito hereditário de nascimento.
- Em alguns países, os juízes do Poder Judiciário são eleitos exclusivamente pelo tribunal supremo do referido país, sem interferência do Poder Executivo ou do Poder Legislativo, o que também configura um caso de cooptação.
- Dentro das Forças Armadas da maior parte dos países, a oficialidade ascende na carreira por designação de um oficial de nível superior.
- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha elege seus membros entre os cidadãos suíços.
ONGs desvios de verbas públicas
Os escândalos recentes envolvendo Organizações Não-Governamentais (ONGs), que derrubaram o ministro do Esporte, Orlando Silva, não foram casos isolados. Nos últimos anos, o Senado Federal já abriu duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar repasses para essas organizações. Uma, em 2001, analisou a má aplicação de recursos em grupos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A outra, cinco anos depois, já captava as irregularidades que derrubariam o comunista. E mostrou detalhes do montante aplicado em ONGs: entre 2000 e 2006, apenas o Ministério do Desenvolvimento Agrário já havia destinado 1 bilhão de reais às organizações.
O relatório, preparado por Inácio Arruda (PCdoB-CE), foi pensado para poupar seus camaradas. Ainda assim, o trabalho concluiu que existem três problemas principais nos convênios entre o governo e as entidades: falta de critérios claros de escolha das organizações favorecidas, desvio de finalidade na execução dos contratos e ausência de fiscalização sobre os convênios. Todos continuam existindo.
Embora seja uma contradição em termos, o financiamento estatal para ONGs não é uma invenção brasileira. O modelo já existia em países como Inglaterra e Estados Unidos. O princípio é simples: como não é competente para desenvolver atividades especializadas, em contextos regionais, o estado opta por financiar entidades da sociedade civil que possam exercer essa função de forma mais eficiente. Mas, como sempre, os corruptos enxergaram nesse modelo mais uma oportunidade para saquear o erário.
Foi durante o governo Lula que as parcerias com essas organizações se multiplicaram. Como o próprio critério de ONG é amplo, abarcando qualquer entidade sem fins lucrativos e independente do poder público, separar o joio do trigo se torna uma tarefa difícil.
Na lógica da corrupção, contratar uma ONG é mais fácil do que realizar uma licitação para uma empresa que realiza um serviço. Em 2004, VEJA mostrou o caso Ágora: uma entidade que desviou 900.000 reais dos cofres públicos graças à falta de controle. Dinheiro que deveria ser aplicado em qualificação profissional evaporou graças a um esquema que envolvia notas fiscais falsas. A lógica se repetiria em outros escândalos nos anos seguintes.
Cerca de 5.300 entidades não-governamentais integram o cadastro do Ministério da Justiça. São ONGs elevadas à categoria de Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). As entidades não são obrigadas por lei a prestar contas, embora os órgãos públicos normalmente façam essa exigência ao firmar contratos. O número de organizações cadastradas é ínfimo diante do total de entidades que existem no país: 338.000 segundo a Associação Brasileira das ONGs.
Má fama – A ONG Amigos de Franca, no interior paulista, promove cursos de inclusão digital que já beneficiaram 2.000 pessoas. E depende de doações de empresários para manter suas atividades. Rafaela Frade é coordenadora da entidade. E diz que as denúncias atrapalham a busca por apoio: “As pessoas ficam desacreditadas, acham que todas as ONGs fazem isso, que não trabalham de forma séria. Isso acaba atrapalhando na hora de captar recursos”.
A queixa é a mesma de Ormar Cardoso, que coordena a ONG Estilo de Vida, em Imperatriz (MA). A entidade desenvolve projetos de educação ambiental na região amazônica. De acordo com Ormar, tem ficado mais difícil conseguir apoio: “Muitos empresários aqui da região confundem as coisas e não querem ajudar”, diz ele. A entidade comandada pelo maranhense até já recebeu recursos públicos. Mas desistiu por causa da burocracia. Ormar se queixa também do direcionamento nas escolhas do governo. "É mais trabalho e dor de cabeça, não vale a pena mexer com recurso público. O governo vai com seus apadrinhados políticos".
Para o cientista político Antonio Flávio Testa, há mesmo um privilégio concedido a entidades apadrinhadas - embora, para as outras, os mecanismos de controle sejam eficazes: “A fiscalização pode falhar para as ONGs que são apadrinhadas. Para as outras, é rigorosa”.
Segundo o especialista, os desvios em repasses a essas entidades se avolumaram com a chegada do PT ao poder: “Essas organizações começaram a fimar contratos com o governo na gestão Fernando Henrique, com o programa Comunidade Solidária, mas havia poucos desvios porque o controle de contratação era mais rigoroso. Com a chegada do PT ao poder, houve um aparelhamento das ONGs”, afirma.
Escândalos – Parceria de ONGs com o governo estiveram no centro de boa parte das crises recentes. João Dias, o policial militar que denunciou os desmandos no Esporte, coordenava duas entidades que recebiam dinheiro da pasta. Ele diz que, para receber os repasses, as organizações precisava pagar propina de até 20% à cúpula do ministério.
Antes de Orlando Silva, Pedro Novais já havia sido atingido por outro escândalo envolvendo ONGs. Desta vez, no Amapá: verbas liberadas pelo Ministério do Turismo iam parar em entidades de fachada. Em 2009, veio à tona um esquema de favorecimento do MST por meio de entidades não-governamentais: parlamentaes destinavam emendas para essas ONGs que, na prática, eram braços do movimento que vive a desrespeitar a lei. Um ano antes, surgiram revelações de que a Universidade de Brasília repassava recursos a ONGs fraudulentas. As denúncias influenciaram a queda do então reitor Timothy Mulholland.
Atualidade - Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável
A Siemens está trabalhando em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no Pavilhão do PNUMA com o objetivo de fazer uma grande contribuição para a Rio+20 (13 a 24 de junho). A empresa também está organizando e participando de eventos paralelos e de conferências sobre novas tendências realizadas conjuntamente com a Rio+20.
A Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é uma oportunidade para nos
reunirmos e analisarmos o progresso feito desde a primeira Cúpula da
Terra, a ECO-92, no Rio e para renovar o compromisso com o
desenvolvimento sustentável no futuro. Já conquistamos muito nos
últimos 20 anos, mas ainda resta muito a fazer.
Liderança
política e ação governamental são vitais. No entanto, na Siemens,
acreditamos que a inovação também é essencial para o desenvolvimento
sustentável. Teremos uma presença marcante no Rio, trabalhando em
parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Nosso objetivo é apresentar bons exemplos de soluções de grande e
pequena escala, discutir e debater ideias e destacar o papel essencial
da inovação e da tecnologia na construção de uma economia verde.
O
progresso real e ações reais são coisas possíveis! Trabalhando juntos,
podemos criar respostas sustentáveis. Podemos agir agora.
Novas ideias para o desenvolvimento sustentável
A
Rio+20 tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável em todo
o mundo. É uma ocasião para que políticos possam negociar e participar
de conferências. No entanto, achamos que essa também deveria ser uma
ocasião para que os líderes mostrem o que pode ser feito: desenvolver
soluções concretas e sugerir ações concretas.
É
por isso que pedimos a cinco equipes de estudantes, além da comunidade
Future Influencers, para que propusessem soluções inovadoras para
desafios concretos de sustentabilidade das suas regiões e que
apresentassem essas soluções no Rio. Os estudantes vão discutir as suas
ideias com um painel de especialistas e identificar meios para que suas
soluções contribuam para enfrentar problemas globais.
Depois
do debate, os Serviços Financeiros da Siemens vão apoiar
financeiramente projetos especialmente promissores e o seu futuro
desenvolvimento.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
NAZISMO

Sob o comando de Adolf Hitler, se desenvolveu na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial um sistema político de tipo totalitário conhecido por nazismo.
Os nazistas tinham pensamentos e idéias racistas, anti-semitas, nacionalistas, expansionistas e anti-homossexuais. Além de odiarem comunistas, odiavam e massacravam judeus e homossexuais, em campos de concentração nazistas.
Aproveitou-se do caos econômico, político e da humilhação em que se encontrava a Alemanha depois da derrota naquela guerra, em que perdeu territórios e teve de pagar altas indenizações.
O nazismo nasceu no Partido Nacional-Socialista para qual Adolf Hitler entrou em 1919. Quando conquistou a liderança do partido mudou o nome deste, para Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (cuja sigla, NAZI em alemão, deu nome ao movimento). A organização recebeu a adesão de vários importantes capitalistas alemães e fez um a tentativa frustrada de tomar o poder em 1923.
Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Hitler chanceler(espécie de Primeiro Ministro).
A autoridade do nazismo terminou em 1945, com a derrota alemã.
A Revolução dos Bichos
Resumo do livro:
A história, desde a expulsão de Jones até a "transformação completa de Napoleão em "humano" durou aproximadamente 6 anos. Na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam bichos, que como dono tinham o Sr. Jones. O Velho Major (porco) teve um sonho, sobre uma revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais. Era o princípio do Animalismo. O Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos.
Depois da Revolução, a Granja passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). Bola-de-Neve seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.
Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja. Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as idéias animalistas. Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava. Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles.
Os SETE MANDAMENTOS do Animalismo eram os seguintes: Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo; Nenhum animal usará roupas; Nenhum animal dormirá em cama; Nenhum animal beberá álcool; Nenhum animal matará outro animal; Todos os animais são iguais. Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos. Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS.
A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder".
O Senhor Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.
A Revolução que se deu por idéia do "Major", tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.
A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembléias, dando idéias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral. Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras.
Tempos depois instaurava-se na Granja uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc. Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal – remunerados, ajudando o "patrão" a ter regalias, bens materiais, capital.
A situação fica mais crítica do que quando Jones era o dono da Granja porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo conseqüências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.
Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.
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